Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica

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Em agosto, seis grandes artistas compõe a abertura do novo ciclo de exposição

Atualizado: 2 de Ago de 2019

Novas exposições chegam ao CMAHO a partir do dia 03 de agosto


Um novo ciclo de grandes exposições vem chegando em agosto no#AgaÓ. Através de 6 grandes propostas, no próximo dia 3 de agosto tem a abertura das exposições “Aberta Residência”, “ O Agro não é Pop - Resistência no Brasil Indígena” de Denilson Baniwa, “Fluxos” de Luiz Baltar, “Gentrilogy – Trilogia da Gentrificação” de Laura Burocco, “Formas” de Marina de Aguiar, Manuela Leite e Vitória Cribb e “Pedreira” de Paulo Vinícius vão abrir o novo ciclo de exposições por aqui. Confira os detalhes: “Aberta Residência”

Após seis semanas em residência no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica a

ABERTA Residência abre, dia 03 de agosto, uma exposição com curadoria de Geisa

Lino nas galerias 1 e 2. Além das cinco artistas propositoras - Anitta Boa Vida, Bia

Martins, Emilia Estrada, Pri Fizsman e Rafaele Ferreira - participam da mostra artistes

que pensaram e contribuíram com suas corpas, vozes e linguagens e retornam

apresentando o desfecho das experimentações realizadas no mesmo espaço.. Marta

Supernova, Agrippina R. Manhattan, Max Wylla Morais, Daniel Santiso, Anis Aura

Aguiar, Marcelo Bracarense e TheoS são alguns dos colaboradores das articulações

de processos artísticos, encontros, debates e pensamentos que foram reunidos ao

longo da vivência e se tornam matéria base para obras que costuram arte à

experiências do dia-a-dia e ao tecido da vida que existe e resiste no centro da cidade

do Rio de Janeiro.

Atividades Complementares

>Café no Leite (Rafa Ferreira) - Abertura

>Oficina com Coletivo Açafrão - Segunda semana

>TheoS + Anis: a definir - Terceira Semana

>Encontrona com ABERTAS e artistes - Quarta semana

>KBP (Karaokê das Bixa Preta) – Fechação "Fluxos" Para Luiz Baltar, fotografar a cidade não é apenas o resultado de pesquisa

estética. Engajado com as causas sociais que o cercam, fotografar tem sido

uma forma de atuação junto aos territórios onde vive, trazendo questões

relevantes de dentro dos locais onde circula: centro, zona norte e periferia do

Rio de Janeiro, espaços pouco representados e distantes dos símbolos

icônicos que marcam internacionalmente a imagem o Rio de Janeiro. Baseado

nessa proposta, o artista abre a exposição Fluxos no Centro Municipal de Artes

Hélio Oiticica no próximo dia 03 de agosto, a partir de 12h. Seus registros

resignificam espaços urbanos estigmatizados e evidenciam uma cidade ao

mesmo tempo reativa e colaborativa.  


Ganhador dos principais prêmios de fotografia do ano de 2015 (Prêmio

Conrado Wessel e Prêmio Brasil), o percurso de Luiz Baltar inicia-se na Escola

de Fotógrafos Populares da Maré. Seu trabalho singulariza-se quando começa

a documentar seu caminho de casa para o trabalho - com o celular - todos os

dias de dentro do ônibus. Nas etapas seguintes, esse trajeto é compilado numa

única imagem em formato panorâmico sem a preocupação de refazer de forma

literal os locais por onde passa. A série FLUXOS incorpora repetições e cria

espaços inusitados em preto e branco. Dessa forma, abre janelas para espaços

e tempos alternativos sem perder as principais referências da cidade. A

paisagem vista por quem transita nas vias expressas é redesenhada através do

ritmo obtido, uma crônica visual do cotidiano de muitos cariocas.

 

Baltar faz de sua arte um movimento em que o pensar e o sentir se integram no

olhar, deslocando nossos sentidos e nossas experiências. Propõe um novo

modo de olhar a cidade para compreendê-la em sua dimensão alteritária onde

cada existência humana é única e singular ao mesmo tempo em que é plural e

coletiva. "O Agro não é Pop - Resistência no Brasil Indígena" A Exposição de pinturas acrílicas sobre tecidos do artista plástico Denilson

Baniwa promove, através de sua arte, uma crítica contundente ao crescimento

vertiginoso do chamado “agronegócio”, ao mesmo tempo em que celebra o

papel daqueles que, em seu entender, são os únicos que resistem à sua

expansão: nossos povos originários; nações e atores indígenas que não estão

esquecidos em um passado idílico, mas inseridos no mundo contemporâneo e

se valendo das estratégias de luta que estão colocadas ao seu alcance.


“Gentrilogy - Trilogia da Gentrificação” “Gentrilogy - Trilogia da Gentrificação” reúne trabalhos em diversos meios na

galeria 5 do CMAHO, que exploram, nas atuais paisagens sociais e

econômicas globais, as relações entre as transformações urbanas e o papel da

arte, enquanto exercício do artista em denunciar as formas excludentes

produzidas pelo ambiente urbano ao se ‘revitalizar’. A mostra é composta por

três séries de trabalhos realizados nas cidades de Johannesburg (2013), Milão

(2015) e Rio de Janeiro (2017) dando nome à exposição. A exposição tem data

de abertura marcada para o próximo dia 03 de agosto.

A exposição se compõe de 3 espaços que representam e reúnem os trabalhos

realizados nas 3 cidades. A partir da exposição Braamopoly realizada na Room

Gallery de Johanesburgo em 2013, cada episódio inspira-se no anterior, e

enriquece-se de novos componentes e novas colaborações, até compor o

corpo único da exposição Gentrilogy - Trilogia da Gentrificação. O jogo

Braamopoly (2013), baseado no bairro Braamfontein de Johannesburg

presenta prédios icônicos – reproduzidos em escala – compondo o tabuleiro

que dialoga com o trabalho Banco (2018) da artista convidada Mariana Paraizo.

O episodio Milão mostra um vídeo realizado através de vídeo entrevistas

gravadas ao longo do trabalho de pesquisa ao redor do bairro Isola e no jardim

comunitário Isola Pepe Verde que hospeda o Isola Art Center. A artista Kristina

Borg foi convidada para apresentar o seu trabalho ‘When the greens meet’

(2014) realizado no mesmo bairro naquela mesma época.

O episódio Rio de Janeiro apresenta o ‘Circuito Futurístico e Especulativo do

Desrespeito da Herança Africana, do Esquecimento Urbano e do

Apodrecimento da Sociedade’ (2016) realizado com Pedro Victor Brandão com

a participação de representantes do Quilombo da Gamboa, Instituto Pretos

Novos e Afoxé Filhos de Gandhi.

A sala presenta um áudio em três línguas resultante da colagem de fragmentos

de debates realizados nas três cidades, mais Lisboa, sobre gentrificação, o

papel do artista, da arte e da cultura nesses processos de transformação

urbana. A exposição terá atividades complementares para o público que estão

divulgadas abaixo e fica em cartaz até 28 de setembro de 2019.


Atividades Paralelas

- 09/08, sexta - de 15 às 18h – Talk ‘CIRCUITO’ + EXPerimetral (curta de

Daniel Santos) na Galeria;

- 22/08, quinta - de 15 às 18h - Talk ‘Rio VLT’ na Galeria;

- 12/ 09, quinta – de 15 às 18 h – VISITA GUIADA

- 17 / 09, terça – de 15 às 17h –TALK ‘KRISTINA BORG’ na Galeria;

- 24/09, terça – de 16 às 18hs – Talk ‘CULTURA CAPITALISMO COGNITIVO

PRODUÇÃO E PRECARIEDADE’ na Galeria


"Formas" Selecionadas através do último chamamento público lançado pelo Centro

Municipal de Artes Hélio Oiticica (2018), em agosto, três artistas sobem à

galeria 6 para uma mostra coletiva e consolida a participação feminina

majoritariamente aprovada no processo de seleção. Marina de Aguiar, Manuela

Leite e Vitória Cribb chegam ao CMAHO sob a chancela da exposição

FORMAS a partir do dia 03 de agosto, e juntas completam o expressivo

número de 24 propostas produzidas por mulheres como artistas principais,

curadoras ou organizadora dos projetos.

A mostra surge a partir de um contexto plural de pesquisas artísticas

desenvolvidas por e sobre mulheres. Evidenciando algumas abordagens que

sugeriram conexões, as artistas passam a compartilhar o espaço expositivo

que potencializam suas narrativas e experimentam linguagens diversas para

tratar, sob perspectiva feminista, as representações e relações da mulher com

a arte.

A exposição Formas mostra um desejo comum entre as obras apresentadas:

questionar uma série de comportamentos sócio-culturais estabelecidos que

reprimem e restringem a existência da mulher. Repensar e combater essa

cultura opressora é permitir que as mulheres possam gozar da possibilidade de

múltiplas formas de viver.