Programação - 1° de dezembro de 2018

No primeiro dia de dezembro o Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica abre quatro exposições em concomitância com mais uma edição da Tiradentes Cultural.

II PEGA - Encontro de Estudantes de Graduação em Artes do Rio de Janeiro

Em sua segunda edição a mostra tem como objetivo atrair o público para os trabalhos desenvolvidos por estudantes de Artes, abrindo novos espaços de diálogo na arte contemporânea.

Galerias 4 e 5. Visitação: 01.12 a 26.01.19

Esse algo que acontece

Individual de Lyana Peck. "Como você se sente quando se envolve com uma obra de arte? Para muitos a primeira sensação que vem à cabeça é o prazer. Para outros, tédio. Há ainda quem diga sentir uma vertigem, uma imersão em um estado de contemplação. Ou que não sinta nada. Para mim, às vezes a arte é capaz de influenciar minha forma de perceber o tempo e o espaço naquele momento em que estou diante dela. Algo acontece na experiência artística, ou melhor, algo nos acontece, e o mundo, pelo menos naquele instante, parece não ser mais o mesmo. Mas o que é esse algo que acontece?".

Multiuso 3. Visitação: 01.12 a 26.01.19

Não ceder ao medo

O Centro Cultural Municipal de Arte Hélio Oiticica apresenta Não Ceder Ao Medo, o mais recente trabalho da artista plástica Elisa Castro, fruto de um intenso processo de escuta, como é particular em sua obra. Para esta exposição Elisa coletou histórias sobre medo. Desenvolveu sua pesquisa, com crianças de uma comunidade violenta em Niterói, ao longo do ano de 2017 em um escola pública. Crianças que viveram histórias de violência, participaram de ações de escuta propostas pela artistas. Durante essas ações as crianças bordaram, individualmente, uma bandeira branca nas quais revelavam, por meio de desenho, o seu medo mais particular. A exposição reúne: os registros fotográficos das ações, os dispositivos usados para a realização da escuta e quarenta bandeiras bordadas por alunos. Não Ceder Ao Medo tem como questão central a problemática da conexão com o outro nos espaços de violência social, propondo a análise e o diálogo entre arte e educação, como possibilidades de pensar a história, a sociedade, a política e as relações entre sujeito e espaço.

Elisa Castro, é artista e pesquisadora.

Galerias 1 e 2. Visitação: 01.12 a 26.01.19

Como ser Tudo, enquanto sou Eu?

Com curadoria de Tania Rivera, a mostra foi pensada como trabalho final de graduação do artista Lucas Alberto, reunindo obras em diferentes suportes, todas perpassadas por provocações pessoais do artista em torno da memória, do corpo, do desejo e do sonho. Os trabalhos retomam uma inquietude sobre a arte autobiográfica, propondo a história de vida de cada um como construída coletivamente, junto do outro e do mundo. Nesse caminho, as obras sinalizam encontros entre artista e espectador, cruzamentos entre biografias de distintos sujeitos, olhares cumpliciados, lembranças coletivas e esquecimentos partilhados. Pensando a identidade para além de seus limites habituais, e a relação de composição mútua entre Eu e Mundo, a exposição convida a tentativas de respostas para a pergunta: “Como ser Tudo, enquanto sou Eu?”

Galeria 3. Visitação: 01.12 a 26.01.19

Em cartaz 18' Linhas Provisórias Exposição Permanente

Como democratizar as relações entre público e instituição pública de arte? Não há um manual, apesar de ser um compromisso para o CMAHO. A abertura encerra um ciclo iniciado em março deste ano quando o espaço estava completamente vazio e que colocou em disputa os modos de fazer memória institucional, onde todo o processo de montagem e elaboração da exposição e dos trabalhos dos artistas que foram convidados para dialogar com a trajetória do espaço, que esteve aberto à participação do público. Os trabalhos dos artistas tem ênfase no processo dos meses que antecederam a sua finalização. Analu Zimmer investiga relações cartográficas do prédio do CMAHO e da região da Praça Tiradentes, utilizando como ferramenta um mimeógrafo, explorando sobreposições e traçando caminhos em deriva a partir do delírio ambulatório de Hélio Oiticica. Antonio Gonzaga Amador pesquisa as relações entre o CMAHO, o Saara e a Praça Tiradentes, o cotidiano comum que é atravessado pelas divertidas e insistentes propagandas da Rádio Saara, os velhos e novos hábitos forjando escritos de João do Rio a partir da atualidade e as cenas que são marcantes na nova paisagem através de falsos vitrais. Nicolle Crys recolheu ao longo desse período pedaços de coisas abandonadas na região, onde o comércio popular produz grande quantidade de lixo com embalagens e restos de produtos do grande mercado. Seu trabalho é uma instalação que explora as possibilidades em torno da representação que não idealiza a beleza da gentrificação. Por fim, temos o artista Rodrigo Pinheiro cujo trabalho é um alargamento entre o real e a ficção, manipulando as relações entre memória e tempo a partir da obra permanente de Richard Serra no CMAHO, uma vídeo arte que apresenta o trajeto percorrido pelo artista em um túnel onde abandonou objetos doados pelo público.

Térreo. Visitação: até 02.02.19 Serviço: Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica: Rua Luís de Camões, 68, Centro - RJ Telefone: +55 (21) 2242 1012, Email: cmaho.cultura@gmail.com Facebook: facebook.com/cma.heliooiticica Programação gratuita.


Abertura de todas as mostras: dia 1º de dezembro, sábado, a partir das 12h. Funcionamento e visitação das exposições: de segunda a sábado, das 12h às 18h. Fechado aos domingos e feriados.


Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica

Rua Luis de Camões 68, Praça Tiradentes - Rio de Janeiro

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