Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica

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Trovoa - Residência Artística

Partindo da proposta de viabilizar um espaço de conversas e debates sobre o fazer artístico, o coletivo Trovoa, que começou em um ateliê em Niterói, chegou ao CMAHO através das artistas Carla Santana, Laís Amaral, Ana Clara Tito e Ana Almeida promovendo conversas a respeito do universo, mercado e barreiras constantemente impostas – e rompidas – na conquista do espaço.
 

A Programação:


Durante três fins de semana, a Residência Trovoa desenvolveu três encontros no CMAHO, convidando mulheres artistas cis, trans e não-brancas para uma conversa sobre o fazer artístico contemporâneo.


O ciclo de conversas nasceu da necessidade de troca e formalização do pensamento intelectual sobre a arte contemporânea, através da utilização da oralidade como modo de produção de conhecimento entre mulheres.


Os encontros foram gravados com o intuito de registro e documentação para produção de uma futura publicação tendo, obviamente, a identidade das participantes resguardadas se assim desejado pelas mesmas. 


A Exposição:


O estrondo anuncia, Trovoa rasga o silêncio e transita pelo breu. Trovoa não pode ser contida, é a carga e a descarga da potência enunciativa da conjunção. É um movimento que articula luzes, cores e falas. Habita a noite e faz ser vista. Aterriza em múltiplos lugares, é a reverberação do ato, da fala e do material. Na escuridão da noite temos o todo. A soma de cada uma de nós deturpa a clareza do estabelecido.
 

Considerem a escuridão como sensibilidade e autonomia. Como cenário de uma liberdade intelectual que permite ser o que se quer. Como aponta Conceição Evaristo, “a noite não adormece nos olhos das mulheres”, é dinâmica e expansão.


O Grupo Trovoa, após residência no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, apresenta a exposição Noite, onde convida as participantes dos Chás de Verão Trovoa, promovidos pelo grupo durante a residência, para mostrar a potencialidade e a pluralidade da produção feminina de corpos racializados. Muito longe da ideia de grupo homogêneo, se traz a perspectiva de exercício do sensível fora das expectativas limitantes do que deve ser a produção de mulheres que não se enquadram no espectro da branquitude. A exposição traz também trabalhos do Grupo Trovoa, desenvolvidos durante a residência, e abarcando diferentes linguagens, como pintura, fotografia e instalação.


A exposição Noite faz parte da mostra Nacional Trovoa, onde se dilata a necessidade de falar e mostrar a pluralidade de linguagens, de pesquisas e de mídias que estão sendo produzidaspor mulheres racializadas no Brasil. Ao mesmo tempo, a Nacional procura descentralizar os discursos, articular as redes de artistas mulheres não-brancas e, assim, ampliar os circuitos de arte. A mostra se iniciará no mês de abril nos estados da Bahia, Espírito Santo, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.